Dás apoio a alguém que tem perturbações de ansiedade?

O QUE É A ANSIEDADE?

Segundo a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, a ansiedade é uma reação normal ao stress do dia a dia, um mecanismo adaptativo e protetor do ser humano face a situações que interpretam como perigo. Apenas se fala em perturbações de ansiedade quando existe um medo e ansiedade desproporcionados, que perduram há pelo menos seis meses e que têm um impacto significativo na vida quotidiana da pessoa.

Existem diversas perturbações de ansiedade, nomeadamente as fobias, a perturbação de pânico, a perturbação de ansiedade generalizada, entre outras.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DAS PERTURBAÇÕES DE ANSIEDADE?

Os sintomas associados à ansiedade variam consoante a perturbação a que nos referimos. Nas perturbações de ansiedade é comum experienciar uma sensação de nervosismo e agitação, dificuldades de concentração, irritabilidade, insónia e tensão muscular.

Os sintomas podem ainda incluir:

Suores, boca seca, visão turva, tonturas, dores de cabeça;

Enjoos, náuseas, vómitos, diarreia ou obstipação;

Vontade de urinar frequente;

Tremor, inquietação;

Sensação de instabilidade;

Alterações da memória;

Palpitações ou dor no peito, dificuldade em respirar.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO PARA AS PERTURBAÇÕES DE ANSIEDADE?


As perturbações de ansiedade podem estar associadas a fatores genéticos, fatores intrínsecos à personalidade da pessoa, mas também a fatores ambientais e sociais, como a educação e o contexto familiar. Algumas das perturbações de ansiedade, como as fobias específicas ou a agorafobia, poderão ter uma causa mais evidente (como eventos traumáticos) dado o foco específico do medo.

AS PERTURBAÇÕES DE ANSIEDADE TÊM CURA?

No tratamento de uma perturbação de ansiedade é habitual o recurso a medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos, mas também o recurso à psicoterapia, sendo que a que demonstra maior eficácia é a Terapia Cognitivo-Comportamental. Estes tratamentos permitem uma melhoria na qualidade de vida e diminuição no número de recaídas, principalmente a longo prazo. Adicionalmente, pode ser uma mais valia a adoção de hábitos diários simples, como técnicas de relaxamento e meditação.

COMO POSSO AJUDAR O MEU FAMILIAR OU AMIGO?

Incentiva-o a procurar ajuda especializada;

Ouve-o, sem julgamentos. É importante validares o que sente, oferecendo o teu apoio e demonstrando compreensão;

Oferece suporte emocional e encoraja o seguimento em consultas e a adesão ao tratamento, uma vez que esses comportamentos influenciam positivamente a evolução da doença;

Evita questões fechadas como “estás bem?”. Escolhe perguntas abertas que permitam que o teu familiar ou amigo se expresse livremente - “como estás?”, “como tens estado?”, “como te tens sentido?”;

Evita fazer comentários que desvalorizam os sentimentos da outra pessoa como “isso é passageiro”, “são só coisas da tua cabeça”, “não tens motivos para te sentir assim”, “eu também já fiquei triste”, “sabes que uma vez aconteceu-me pior” e "tem calma". Em vez disso, mostra-te recetivo e compreensivo: "eu estou aqui para ti, podes contar comigo”, "o que precisas?", "como te posso ajudar?".

Se o teu familiar ou amigo estiver a experienciar um ataque de pânico, sabe aqui o que fazer.

É sempre importante que estejas informado sobre como pedir ajuda e como prevenir o suicídio. Obtém essa informação aqui e aqui.

COMO ME POSSO AJUDAR?

Lidar com a perturbação de ansiedade do teu familiar ou amigo pode ser desgastante e solitário. Mas não tens de passar por isso sozinho/a!

Junta-te a nós! maria é uma comunidade online de familiares e amigos de pessoas com doença mental. Aqui, podes refletir e partilhar experiências com os que já passaram pelo mesmo.


Vem tornar-te mestre na arte de cuidar!